Muitas vezes estamos construindo torres de Babel


Em regra tudo o que fazemos tem uma intenção, um objetivo. Ninguém trabalha pelo simples prazer de bater o ponto, nós trabalhamos, porque precisamos sustentar nossas famílias. Ninguém passa noites em claro estudando pelo mero prazer de ficar com olheiras, a ideia é passar no vestibular, ou no concurso e mudar de vida.

Depois do dilúvio Deus abençoou Noé e sua família e lhes deu uma ordem: E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra.(Gênesis 9:1). Ordem bem clara e que foi repetida, leia: Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.” (Gênesis 9:7). Noé e seus descendentes deviam se multiplicar e povoar abundantemente a terra e isso significava que eles deviam se dispersar para todas as direções.

Todos falavam a mesma língua, afinal eram todos da mesma família, mas um dia eles partiram do oriente e acharam um belo vale na terra de Sinar e resolveram habitar ali. Até aí, tudo bem? Não, pessoal, a ordem era encher a terra e não apenas o vale de Sinar, mas o pior estava por vir.

Depois de habitar o vale eles resolveram construir uma cidade e uma torre, para isso fabricaram tijolos e os queimaram, aumentando muito a resistência da argila e assim suas edificações seriam mais fortes e sólidas. O problema é que a torre que começaram a construir era muito alta, veja o que disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” (Gênesis 11:4).

A ideia da torre era que servisse de memorial (“façamo-nos um nome”) e que ela tocasse o cume dos céus e foi este ponto que mais chamou nossa atenção. Vamos raciocinar? Se a intenção da torre fosse apenas para servir de memorial, ela não precisaria ser tão alta, portanto havia outra intenção por trás daquele monumento.

A terra havia sido destruída por um dilúvio, cujas águas cobriram até o cume dos montes, logo, a ideia era ter um lugar muito alto, mais alto do que o cume dos montes, para lhes servir de refúgio, caso Deus resolvesse mandar outro dilúvio. Dois erros numa só tacada. Primeiro, o descumprimento da ordem de Deus que determinou que eles povoassem a terra. Eles escolheram um vale bacana e construíram uma cidade “para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra”, em clara desobediência à ordem do Senhor.

Segundo, construíram uma torre bem alta, desafiando o cume dos céus que, certamente, serviria de refúgio contra outros possíveis dilúvios. Acontece que Deus estabeleceu uma aliança com Noé e sua descendência, segundo a qual, nunca mais haveria dilúvio, veja:E eu convosco estabeleço a minha aliança, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra. (Gênesis 9:11).

Foi uma péssima ideia desobedecer ao Senhor, aliás, sempre é uma péssima ideia desobedecê-lo. Deus percebeu a intenção por trás da torre gigantesca e tomou uma providencia inusitada: Ele confundiu a língua dos homens e eles não conseguiram mais se entender para prosseguir com o projeto, leia: Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. (Gênesis 11:7).

Depois disso o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra, tudo de acordo com a ordem dada a Noé e seus filhos. Aquela torre ficou conhecida como torre de Babel, porque Babel significa algazarra; balbúrdia; barulheira; gritaria.

Muitas vezes estamos construindo torres de Babel em nossas vidas, coisas que fogem da vontade de Deus e que, supostamente, nos serviriam de refúgio e o pior, algumas vezes, as torres de Babel são para “servir” ao Senhor. Deus é o nosso refúgio e fortaleza e em Suas mãos estamos seguros e este é o ponto central de toda a Bíblia. Vamos confiar e esperar no Senhor, para não correr o risco de edificar torres de Babel em nossas vidas.

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